segunda-feira, 4 de julho de 2016

Os 600 km da Transnordestina

600 km que levam nada a lugar nenhum
Esse é o retrato da ferrovia que se um dia for concluída, vai transformar a logística da Região Nordeste.

Com obras paradas e uma lógica de construção inversa da que seria a correta , os trechos concluídos da ferrovia Transnordestina estariam beneficiando muita gente , mesmo sem a conclusão do traçado total.

É o que muitos especialistas defendem , que se a obra tivesse partido de Suape, ela poderia estar servindo a logística da região; os 600 km de trilhos que estão prontos porém sem possibilitar o funcionamento da ferrovia, poderia estar ligando por exemplo, o Porto de Suape a cidade de Salgueiro , no sertão pernambucano , onde existe o projeto da plataforma logística multimodal.

Sem ferrovia interligando a cidade a algum porto da região Nordeste , a construção da plataforma no momento não ficaria viável, o que seria totalmente diferente , com a implantação da ferrovia partindo inicialmente de Suape ou mesmo Pecém no Ceará ; facilitando a distribuição logística na Região Nordeste , com a chegada dos trens na plataforma multimodal prevista para a cidade de Salgueiro , sem falar dos inúmeros benefícios às cidades contempladas ao longo do trajeto.

Não temos como voltar atrás e arrancar os trilhos colocando no trecho em questão, mas fica o desejo de ver a conclusão de pelo menos um trecho ligando alguma coisa a algum lugar.

Até a próxima...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Oeste da Região Metropolitana do Recife cresce com o desenvolvimento da cidade de Moreno

Quem viaja do Recife em direção ao interior do Estado pela BR-232, observa as mudanças que surgem na rodovia, duplicada até a cidade de São Caetano, no Agreste. No caminho, áreas antes ocupadas por canaviais ou fazendas começam a dar espaço a uma nova onda de empreendimentos industriais e imobiliários. Entre Jaboatão dos Guararapes e Caruaru, galpões logísticos, complexos industriais e residenciais começam a mudar o cenário do local. A BR-232 se tornou o fio condutor da interiorização do desenvolvimento econômico pernambucano e transforma as cidades do interior em centros urbanos, inclusive com mazelas comuns a grandes cidades, como crescimento urbano desordenado e problemas de mobilidade.

A cidade de Moreno faz parte do Território Estratégico de Suape - junto com os municípios de Escada, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes. O município atrai empreendimentos como condomínios de galpões que vão comportar desde depósitos de armazenamento de produtos até unidades fabris. Há pelo menos duas grandes áreas sendo terraplenadas ao longo da rodovia que deverão comportar galpões logísticos onde antes havia canaviais. Moreno também atrai residenciais. O sócio da empreiteira R Valois, Ricardo Valois Filho, lançou a segunda etapa do West Country Residence, residencial que está sendo concluído às margens da BR-232. "Moreno tem uma localização privilegiada entre o Recife e os polos industriais que surgem no interior, como Vitória de Santo Antão", avalia.

Créditos : Jornal do Comércio

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O que seria da Logística sem o código de barras

Já pensou o que seria da distribuição de produtos se não existisse essa identificação?

Ele está presente em quase todos os produtos de consumo; o código de barras, ou bar code como é seu nome de origem - uma vez que foi criado nos Estados Unidos, revolucionou a logística de produtos, em todas as suas áreas. Só pra se ter um exemplo, antes do advento do código, as empresas gastavam muito com papel, pois os inventários eram feitos manualmente, na ponta do lápis.

E como funciona um código de barras?

Se isolarmos um código de barra, ele tem valor nulo, ou seja não tem valor de informação, ele precisa de um banco de dados para que a informação possa transitar. Nasceu com o objetivo de dar mais rapidez as operações, uma vez que não é preciso digitar a numeração, pois o leitor é que fica com essa responsabilidade! Existem diversos tipos de código de barras, o de 13 dígitos que é padrão mundial, substituindo inclusive o de 12 dígitos utilizado nos EUA; o de 14 dígitos que é usado em caixas de papelão, para identificar a quantidade de produtos dentro da caixa, e a de oito digítos (EAN 8), quando a embalagem é muito pequena, e não contém o código da empresa. O código 3 de 9 é usado internamente, mas também para uso comercial, aceita letras e números e é livre.

A estrutura do código de barras

Os três primeiros números embaixo do código indicam em que país foi registrado o produto, isso apenas para os países que seguem o padrão europeu EAN-13; a segunda sequência de números identifica a empresa fabricante; a terceira sequência identifica o produto em si, que difere conforme tipo, tamanho, peso e embalagem; o último dígito é o verificador. O código de barras permitiu que empresas fizessem seus inventários de forma mais rápida, pois em empresas automatizadas, tudo que entra e tudo que sai, é feito através do sistema. O uso do código de barras não se restringe a cadeia do varejo, a tecnologia é aplicada em muitos outros setores, a aplicação na Logística é um exemplo, o uso do códigos nas operações garante mais segurança no manuseio e movimentação do produto, uma vez que ele passa a ter identificação, permitindo que possa ser rastreado e dessa forma percorrer toda a cadeia com menor risco de perda e desvio.

O que pode ameaçar a hegemonia do código de barras?

A tecnologia RFID

Composta por transponders (RF tags), leitores com antenas e computador ou outro tipo de controlador, RFID é uma tecnologia de identificação que utiliza a radiofreqüência para capturar os dados, permitindo que uma tag seja lida sem a necessidade de campo visual, através de barreiras e objetos tais como madeira, plástico, papel etc. Um sistema RFID digital funciona como um sistema poderoso de aquisição de dados em tempo real, com a vantagem de eliminação de intervenções humanas manuais e visuais, dinamizando assim o tempo de transições e assegurando eficiência e eficácia.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Logística pelo Brasil

Terminal Integrador Palmeirante - TO

Olá, estamos de volta com a abordagem do setor logístico em toda a sua cadeia.

Retornando às postagens, trago hoje um novo tema para os apaixonados por Logística; vamos desbravar o Brasil, trazendo aos leitores os locais que são destaque no setor logístico.

Nessa postagem, o destaque é Palmeirante, importante ponto de transbordo localizado no estado do Tocantins, um dos pontos da rota de exportação de milho através do Porto de Itaqui ( MA ). O Terminal Integrador Palmeirante fica localizado na cidade de mesmo nome, ele é reponsável pelo recebimento do milho oriundo dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão com destino a exportação pelo Porto de Itaqui.

O Terminal é administrado pela VLI Logística e é integrado a Ferrovia Norte - Sul , as carretas trazem o milho até o terminal , onde acontece o transbordo para os vagões de trens que seguem em direção ao porto, na cidade de São Luís (MA) , a partir daí a carga é transferida para navios com destino aos diversos países que o Brasil exporta o milho.

O Terminal possui uma estrutura de 12 mil m², conta com dois tombadores de carretas, e dois silos com capacidade de armazenar 6 mil toneladas cada uma. Além do milho , o terminal movimenta principalmente grão e farelo de soja.